
Nas últimas semanas tenho conversado com muitos corretores de seguros.
Independentemente da região, um assunto aparece praticamente em todas as conversas.
A crescente preocupação com políticas de estorno de comissão, que em alguns casos podem alcançar até a 12ª parcela.
Não estou entrando no mérito das regras adotadas por cada empresa.
Mas esse cenário me fez refletir sobre uma questão importante.
Como o corretor pode construir um negócio mais previsível quando parte da sua receita permanece sujeita a eventos futuros?
Na minha visão, essa discussão vai muito além do estorno.
Ela fala sobre modelo de negócio.
Durante muitos anos o mercado acostumou o corretor a viver exclusivamente da próxima venda.
O problema é que começar todo mês do zero gera uma pressão enorme.
Talvez esteja chegando o momento de equilibrar essa equação.
Continuar vendendo seguros, planos e benefícios tradicionais.
Mas também construir uma carteira baseada em soluções que gerem relacionamento contínuo e receita recorrente.
Porque uma carteira recorrente não substitui o trabalho do corretor.
Ela reduz a dependência de recomeçar todos os meses.
Tenho a impressão de que os profissionais que conseguirem combinar essas duas estratégias estarão muito mais preparados para os próximos anos.
Como você enxerga esse movimento? A recorrência já faz parte da estratégia da sua corretora ou ainda é um tema distante da sua realidade?


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